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::Perfil::
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3.19.2004
"Olho em redor do bar em que escrevo estas linhas. Aquele homem ali no balcão, caninha após caninha,
nem desconfia que se acha conosco desde o início
das eras. Pensa que está somente afogando problemas dele, João Silva... Ele está é bebendo a milenar
inquietação do mundo!" Mário Quintana
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3.18.2004
"É preciso manter o caos dentro de si para dar à luz
uma estrela dançante"
(Nietzche)
(nunca fez tanto sentido, pra mim, esta frase!!)
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3.17.2004
FELIZ IDADE NOVA...
William,
Obrigada por ser meu amigo, incondicionalmente, há 28 anos.
Obrigada por ter dividido comigo a magia da infância e por me aturar ao longo de todos esses anos, perdoando minhas ausências, rindo das minhas maluquices, me querendo bem, longe ou perto e dividindo comigo o sorriso de suas "meninas" Claudia, Sara e Saliha.
A gente têm aquela qualidade de amizade que é "pra o der e vier" e "pra sempre". (Sabe que este tipo de amizade entrou em extinção né?)
Feliz Idade Nova!
Que ela (idade nova) renove também seus sonhos, suas metas.
Que você lembre, sempre, que merece ser muito, mas muito feliz!
Te adoro!
Celebre a sua existência, amigo!!!!
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3.14.2004
Tenho a alegria de dividir o palco da Turma da Bossa, com este poeta, que tem um blogue chamado Camiranga .
Esse nosso ofício de artista é muito louco né? no momento do show, pura plenitude, depois um certo vazio.
Janis Joplin dizia "Quando eu canto é como se estivesse transando com público, mas o show acaba e vou para o camarim...e estou sozinha".
Pois é...
"Desce o pano, fecha a cortina
O que era alegria e serpentina
Dá de cara com o mundo real
Um lugar aparentemente igual
Mas por trás da rebuscada maquiagem
O artista refaz o rito de passagem
Onde toda noite ele torce para que o dia
Passe logo e volte a noite, a alegria
Ele arrebenta no palco iluminado
Mas o palco da vida é outro riscado
O que na ribalta aparece disfarçado
Na vida se esconde escancarado
Não corre apenas sangue em sua veia
Corre poesia que tudo incendeia
Corre um sentimento mundano
Sob a luz ele se sente mais humano
Ele se torna pleno, se sente "mais"
É invadido por uma breve paz
Mas de repente tudo volta ao normal
E o artista após o aplauso final
Se recolhe, troca a roupa
Sua voz permanece um pouco rouca
Arruma a trouxa no camarim vazio
Na platéia já não se ouve mais um pio
O silêncio é agora maioria
Seu coração então esfria
Sai do teatro pela porta de emergência
Sai atrás de uma reticência
Que lhe traga mais alguns minutos
Mas esses minutos não são muitos
Lhe vem na memória a última conquista
Por ele há muito não vista
Olha pro céu acompanhando a lua
E segue caminhando mais uma vez pela rua..."
(Gustavo Rocha)
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