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5.28.2004
Amanhã eu tô lá no Dedos das Moças
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5.27.2004
Até a Barbara Heliodora concordou comigo...(rs)
Pois bem...que eu babo meus amigos, todo mundo já sabe, por isso, fico totalmente a vontade para postar abaixo a crítica que a Sra. Barbara Heliodora fez sobre a peça "Senhora Coisa", do meu querido amigo Rodrigo de Roure, sobre os quais já falei aqui (Peça e autor)
Pra essa 6a-feira e sábado, deixo aqui outra dica: É a engraçadíssima peça "Surto", com o grupo "Os Surtados". O elenco é ótimo, mas destaco o trabalho do meu quase irmão Wendell Bendelack, que brilha com dois personagens inesquecíveis: A professora de interpretação "Jezebel" e o simpático "Xico".
Minha idéia é ir ao evento "Samba Tim Tim" e depois ir pro Surto, à meia-noite. Vambora????
SURTO - Texto e interpretação: André Moraes, Flávia Guedes, Rodrigo Fagundes, Thaís Lopes e Wendell Bendelack. Direção: Claudio Handrey (reestréia). A partir de 16 anos. Local: Teatro Ipanema. Tel: 2523-9794. Horário: sexta e sábado, às 24h. Preço: R$ 15,00 (Quem quiser, consigo felipeta desconto de 50%). Até 29 de maio
A Crítica da Barbara pra quem quiser ler...
SENHORA COISA: TEXTO SIMPLES E DESPRETENSIOSO, MAS DE IMPACTO EMOCIONAL, E DIREÇÃO PRECISA CONSEGUEM TRANSMITIR IDÉIA DE DEGRADAÇÃO E ALIENAÇÃO
Barbara Heliodora
26/05/2004
Dando continuidade a seu projeto de apresentar no Teatro Café Pequeno, no horário alternativo das terças e quartas-feiras, novos autores e novos diretores, Ivan Sugahara abriu as portas da sala para o espetáculo "Senhora Coisa", de Rodrigo de Roure, com direção de Janaína Pessoa. Trata-se de um monólogo (com um segundo papel mudo) que retrata, em tom patético e de compaixão, a degradação a que conduz a senilidade, que acaba, realmente, em transformar o ser humano em mera coisa, manipulada por outros.O texto de Rodrigo de Roure, hábil, simples e despretensioso, consegue transmitir, tanto com impacto emocional quanto com algum riso solidário, o progressivo isolamento de uma mulher idosa, cuja desagregação mental, por um lado, afasta os outros pela dificuldade de comunicação, mas por outro, e mais doloroso, afasta ela de si mesma, do que outrora teriam sido sua personalidade e sua vida, deixando-a confusa, perdida, por vezes infantil, por vezes totalmente entregue a um falso universo formado por semi-lembranças deformadas e deformadoras, por vezes, por segundos apenas, na angústia do estabelecimento de alguma relação com o mundo dos outros.
Os outros, é claro, estão sempre perto/longe, indistintamente vivos ou mortos, sempre fugidios. O que torna mais interessante a escritura do autor e sua capacidade para tornar fluente a lógica do ilógico, para não se deixar tentar pelo exagero, para reter a dor mesmo quando esta se torna risível, manipula bem até mesmo uma alternância entre o total isolamento e a momentânea consciência da presença da platéia.A direção de Janaína Pessoa entra em boa sintonia com o texto, dosa bem as hesitações, expressa todo um processo no simples momento de a Senhora Coisa aceitar os remédios que lhe dá a Pequena, o elo de ligação com a realidade, no qual se afirmam todos os antigos preconceitos, agora privados de censura social. A dependência da rotina, a revolta infantil, a pura e simples confusão mental, se sucedem de forma bem dosada, fazendo bom uso da cenografia de André Sanches, que despiu todo o pequeno espaço cênico, a fim de dar as limitações do universo apresentado. A música de Rubia Siqueira e Luanda Bem, executada na viola pela primeira, traz o tom do passado, e se integra na ação.Isabel Cavalcanti, a Senhora Coisa, faz um trabalho delicado, e consegue consideráveis variações dentro de limites muito severamente estabelecidos, com bom resultado. E Alessandra Grácio, a Pequena, em silêncio, expressa um outro tipo de solidão, que aceita não ser possível contar com qualquer tipo verdadeiro de comunicação com o isolado universo da Senhora Coisa.
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5.26.2004
"A minha cabeça é como um guarda, que não permite que eu estacione em local algum. Eu fico dando voltas e voltas no meu cérebro e quando encontro uma vaga para ocupar, o guarda diz: circulando, circulando..."
(Martha Medeiros)
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5.24.2004
(Tô com problemas pra postar, tem hora que não aparece o post publicado, tem hora que somem os comentários. Por favor, quem tiver deixado comentário neste post, se puder, deixa de novo???)
É muito louco mesmo, não sei se porque sou mulher e vivo sob o império dos hormônios ou tão somente porque sou mortal, ocidental e latina, mas as emoções brincam num eterno vai-e-vem e nessa ciranda, dias de choro contido alternam-se com uma alegria que simplesmente chega e se instala.
Hoje acordei bem e desejo a todos uma semana cheia de boas energias.
Que coisas lindas aconteçam !!!
"Um dia quero mudar tudo
No outro eu morro de rir
Um dia estou cheia de vida
No outro não sei onde ir
Um dia eu escapo por pouco
No outro eu não sei se eu vou me livrar
Um dia eu esqueço de tudo
No outro eu não posso deixar de
lembrar
Um dia você me maltrata
No outro me faz muito bem
Um dia eu digo a verdade
No outro não engano ninguém
Um dia parece que tudo tem tudo
Pra se o que eu sempre sonhei
No outro dá tudo errado
E acabo perdendo o que já ganhei
Um dia eu sou diferente
No outro estou bem comportada
Um dia eu durmo até tarde
No outro eu acordo cansada
Um dia eu beijo gostoso
No outro nem vem que eu quero respirar
Um dia eu quero mudar tudo no mundo
No outro eu vou devagar
Um dia penso no futuro
No outro eu deixo pra lá
Um dia eu acho a saída
No outro eu fico no ar
Um dia na vida da gente
Um dia sem nada demais
Só sei que eu acordo
E gosto da vida
Os dias não são nunca iguais
Logo de manhã
Bom dia
Logo de manhã
Bom dia"
( Bom Dia - Swami Jr. e Paulo Freire)
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