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7.2.2004
Continua dizendo então...
A situação hipotética é: você tem direito a guardar num baú 3 objetos, que ficarão guardados durante 200 anos, quando então, as futuras civilizações, ao abrirem, terão idéia de que tipo de pessoa é (era) você. Quais seriam esses objetos??????
Ps. Acho que os meus poderiam ser: meu microfone, o livro "água Viva" da Clarice Lispector e um dos volumes das obras completas do Freud.
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7.1.2004
Diz aí...
A pergunta é a seguinte: Se você estivesse agora diante do "gênio da lâmpada", quais seriam seus 3 pedidos??
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6.29.2004
Foi a Pati quem me deu a dica: "mande um e-mail em branco para um desses endereços. Em pouco tempo, você receberá de volta um poema do poeta escolhido. Mas você não pode dizer que
poema quer, é surpresa. E você nunca vai receber o mesmo poema duas vezes.
fpessoa@insite.com.br - Fernando Pessoa/ drummond@insite.com.br - Carlos Drummond de Andrade / basho@insite.com.br - Matsuo Basho / florbela@insite.com.br - Florbela Espanca / neruda@insite.com.br - Pablo Neruda / poesia@insite.com.br - diversos outros poetas ".
Mandei o email pro endereço de "diversos outros poetas" e o que me veio foi esse lindo poema-presente:
"Sobrou tão pouco.
Tudo o mais foi gasto num ocioso verão.
Restou apenas o bastante
para colocá-lo numa canção e cantá-la a ti;
ou para tecer uma pulseira de flores
que envolva suavemente o teu pulso;
ou então para dependurá-lo em tua orelha como pérola
redonda e rosada, como um suspiro corado;
ou apostá-lo numa tarde e perdê-lo completamente.
O meu barco é pequeno e frágil,
despreparado para cruzar as ondas selvagens numa tempestade.
Se embarcares levemente,
eu te levarei, remando com doçura, ao abrigo da margem,
onde a água escura e ondulada é como o sono inundado por sonhos,
onde o arrulhar da pomba nos galhos inclinados fazem chorar
as sombras do meio-dia.
Ao entardecer, quando estiveres cansada,
colherei um lírio gotejante e o colocarei em teu cabelo
Depois eu me despedirei de ti.
(Rabindranath Tagore - livro "Presente de Amante")"
Ps. Luise, um dia "ele" colocará um lírio em seu cabelo e não mais se despedirá. Pode acreditar, amiga!
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6.27.2004
Adoro o cheiro dos liláses.
Preciso do vigor dos vermelhos.
Com certa indiferença, as vezes atravesso os verdes.
Os azuis me acalmam, mas as vezes a calma beira o tédio.
Os amarelos despertam-me com brilhos reluzentes.
Os marrons ancoraram-me no aqui e agora.
Os cinzas me dão nó na garganta.
Os brancos são carícia de manto e sensação de amplidão.
Os pretos causam-me o impacto da certeza.
Os vinhos têm sabor da bebida predileta.
Os laranjas empurram-me pra vida.
Mas...ó Deus! o que justifica a existência inexpressiva dos beges????
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