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Igreja de São Francisco de Assis em São João Del Rey. Diz a lenda que a igreja não pagou toda a quantia combinada com o Mestre Aleijadinho, por isso, na portal esquerdo ele desenhou "$ J" (signifcando "J" de Judas = sinal de traição e $ simbolizando o dinheiro) no portal direito ele escreveu 459 (quantia que faltou lhe ser paga). Bem...neste momento eu havia feito um breve pouso com minha vassoura, pra rever minhas amigas, mas errei a pontaria e cai no caldeirão, mas acho que dá pra notar que pelos nossos sorrisos, ficamos muito felizes com o reencontro... Aí o Moço trocando confidências com nosso incofidente-mor. Nesta foto tirada no espelho dá pra ver o volume de roupas que tivemos que usar a noite pra segurar o frio. brrrrrrrr Estes carrinhos nos conduziam (por aquele buraquinho ao fundo) ao interior da Mina da Passagem, que tem cerca de 300 metros de extensão e 120 de profundidade. Deu mó medão entrar porque o carrinho é completamente desprotegido e a passagem estreita, mas lá dentro a gente vê que vale a pena. Ai eu caminhava por uma das cavernas onde tudo é história e silêncio... Essa igreja abriga os profetas do Aleijadinho, lá em Congonhas. Lugar muito alto e fazia um frio logo de manhã, de matar! Pausa para tomar um solzinho na linda praça de Mariana. Apesar de não ser católica, tenho paixão por esta igreja em Ouro Preto: Igreja de Santa Efigênia. Ela foi construída por/para os negros, que traziam camuflado pó de ouro no corpo na volta do trabalho da mina, depois raspavam-no da pele, para pagarem aos artistas que fizeram um belíssimo trabalho na igreja. Ela fica bem no alto (certamente para não serem importunados) e é meio "Cristo Redentor", tipo: de qualquer lugar que você olhe em Ouro Preto, ela está lá!. No momento desta foto, ganhei de presente um incrível céu multicolorido para emoldurar minha igreja predileta. Perdi as contas de quantas vezes já estive em Ouro Preto, mas sempre que venho embora digo a mim mesma: em breve voltarei! Ps. Não consegui postar todas as fotos, mas essas resumem um pouco do que foi esse delicioso passeio a Minas. Ps2. Exceto a foto da Igreja de Santa Efigênia que eu tirei, todas as fotos que aparecem aqui foram tiradas pelo Moço. posted by Juli Mariano 20:02 Comments: . . .
posted by Juli Mariano 20:02
"Vou deixar a vida me levar Pra onde ela quiser Seguir a direção De uma estrela qualquer É não quero hora pra voltar não Conheço bem a solidão me solta E deixa a sorte me buscar" (Samuel Rosa e Chico Amaral) As lembranças desse viagem pelas cidades de Minas, têm como trilha sonora essa música do SKANK porque em todas as cidades, em algum(s) momento, em algum(s) lugar(es), ela tocou. Na praça Tiradentes (Ouro Preto) todas as bandas tocaram. Resultado: vira e mexe, me pego cantando: "vou deixar..." Tanta coisa pra contar que tô com preguiça, mas vamos lá: muito frio lá pelas Geraes. Apesar de não ser minha temperatura ideal, naquele contexto, fez todo sentido. Até o sobre-tudo adquirido no brechó e nunca antes usado, compôs o modelito da ensolarada moça aqui. Além de milhões de outras indumentárias sobrepostas tipo: "tudo ao mesmo tempo agora". Viajar e sair um pouco da rotina, faz bem pra cabeça e faz ver melhor as coisas que ficaram (temporariamente) pra trás. Taí um negócio que preciso incorporar a minha vida: férias. Gostei disso! Agora quero saber o seguinte: Cadê nosso Sarau? Porque ninguém me responde, meu Deus??? Mudando de assunto: alguém já assistiu "Brilho eterno de uma mente sem lembranças"? Eu A-D-O-R-E-I...mas acho que vai ser do tipo "ame ou odeie". Enquanto eu saía chapada do cinema ouvi comentários de tipo: "é...agora deram pra fazer filme assim: esquisito". Bem...arte é assim mesmo né? Toca (ou não) a sensibilidade de cada um, porque toca a subjetividade, essa coisa pessoal, intransferível e as vezes intraduzível. Como disse EU adorei, mas gostaria de saber outras opiniões. Voltando à viagem, apesar da preguiça, tenho que comentar logo: no festival de inverno de São João Del Rey, tive a grata surpresa de conhecer um trabalho lindo, chamado "Música Popular de Câmara". É o seguinte: Uma incrível percussionista chamada Emília Chamone e o ótimo violonista Tabajara Belo, fazendo um lindo show com repertório de Piazzolla a Egberto Gismonti, passando por Garoto e Jacob do Bandolin entre outros. Gente, que trabalho lindo! Com alma, sabe? E a moça toca além dos tradicionais instrumentos de percussão, uma marimba de vidro, que dá um som angelical...ai, ai... Daqui a pouco teremos algumas fotos...por hoje é só. Beijo galera...viajar é muito bom, mas também é muito bom estar de novo em casa! posted by Juli Mariano 22:03 Comments: . . .
posted by Juli Mariano 22:03