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::Perfil::
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11.20.2004
"Eu não tenho enredo de vida? sou inopinadamente fragmentária. Sou aos poucos. Minha história é viver. E não tenho medo do fracasso"
( Clarice Lispector - Água Viva )
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11.19.2004
Tem dia que de noite é assim...
"Sorri,
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos,
vazios
Sorri,
Quanto tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador,
sorri
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados,
doridos
Sorri,
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz
( Sorri (Smile) - Charles Chaplin, Geofreu Parsons e John Turner - Versão: João de Barro)
Ps. Mas alguém sempre acaba enxergando por detrás do sorriso, não é?
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11.17.2004
A pergunta que não quer calar...
Porque será que nosso querido amigo Nininho, NUNCA tocou violão em nossos Saraus?????
Ps. De hoje até domingo, estaremos (Turma da Bossa) novamente no Vinicius
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11.16.2004
Despedida...
Confesso que antipatizei logo de cara com você, apesar de muitos amigos falarem maravilhas a seu respeito. Alguns por várias vezes, chegaram a sugerir que tínhamos muito em comum e que eu devia conhece-lo melhor, mas eu considerava minha companhia, até então, ideal (ele era doce, gostoso e me deixava sempre com as pernas meio bambas), mas um dia, eu e ele começamos a não nos acertar como antes e nosso convivência começou a não me fazer tão bem, foi quando eu decidi que era hora de te dar uma chance. Bem, de início eu não sabia direito nem como chamá-lo, mas aos poucos e com a ajuda dos amigos, fui relaxando mais na sua presença e confesso que nossos encontros me deixavam até um pouco mais solta e com isso, foi aumentando nossa intimidade.
Hoje, passado algum tempo, tive a confirmação que já há em mim, um fruto dessa nossa relação: uma já perceptível barriguinha. Decidi então que, por mais radical que possa parecer, é hora de colocar um ponto final em nossa história, por isso despeço-me aqui de você: Adeus, chope. Estou voltando para o vinho!
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11.15.2004
Até que o dia amanheça...
Passa das quatro da manhã e tenho medo que amanheça. Agora só há o silêncio do lado de fora. Do lado de dentro ainda ouço alguns harmônicos bem baixinho, quase inaudíveis. Tenho medo que a manhã traga a urgência das coisas. A vida anda com tanta pressa. Tudo tem que ser feito já, todas as decisões têm que ser tomadas o tempo todo e não quero decidir nada. Não quero nem mesmo escolher o que vou comer. Ando precisando de mesa pronta.
E no melhor estilo Cazuza: "vem comigo, no caminho eu explico", meu desejo pede que me pegues pela mão. E que me leve. Leve. leve, leve, leve...
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