Melodia Infinita

"A que se desenvolve livremente, sem obediência a nenhuma forma preestabelecida"
(Novo Dicionario Aurélio)


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11.30.2004
"Quero uma cartola de mágico,
mas que funcione bem,
para enfiar nela meu coração delirante
e retirar uma engrenagem melhor.
Quero esconder na manga,
na bolsa,
nessa cartola encantada
minha alma falida,
a asa quebrada,
tanta contradição.
Prefiro um objeto mais útil:
calculadora de emoção,
maquininha de escrever,
relógio de sonho preso num lugar.

(Umas peças de metal enfiadas no peito:
só o essencial, para que a cara
não desabe de todo no chão).


[Lya Luft - Mulher no Palco]


posted by Juli Mariano 21:44

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. . .
11.29.2004


Chegando do show dos meus amigos do Cambada Mineira, João Francisco e Flávia Ventura(que junto a mim compõem a Seresta Moderna ) e o Amarildo Silva, querido, em cujo cd solo fiz participação. O show contou com os ilustres convidados Lô e Marcio Borges.
Tem um refrão de uma música do Cambada que resume o que foi o show: "um lugar em festa, um lugar em festa". Delícia.
Bem...o Lô é capítulo a parte. Quando o Marcio Borges disse do palco "E sonhos não envelhecem", eu cá da platéia complementei pra um amigo: "E nem o Lô". É muito legal cantar os antigos sucessos (aliás o Rival em peso cantou tudo) e é muito bom também, cantar com ele as novas composições, que são ótimas. Porque o Lô se renova.
Na hora que ele cantou essa música eu aproveitei pra tentar aliviar meu coração e soltei a voz, com toda força.
Já avisei pro Lô: sábado tô lá no show dele cantando todas as canções!



"Cheguei a tempo de te ver acordar
Eu vim correndo a frente do sol
Abri a porta e antes de entrar
Revi a vida inteira

Pensei em tudo que é possivel falar
Que sirva apenas para nós dois,
Sinais de bem, desejos de cais
Pequenos fragmentos de luz

Falar da cor, dos temporais,
de ceu azul das flores de abril
Pensar além do bem do mal
Lembrar de coisas que ninguem viu

O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele, tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor
Estrada de fazer o sonho acontecer!

Pensei no tempo, e era tempo demais
Voce olhou sorrindo pra mim
Me acenou um beijo de paz
Virou minha cabeça

Eu simplesmente nao consigo parar
Lá fora o dia ja clareou
Mas se voce quiser transformar
O ribeirão em braço de mar

Voce vai ter que encontrar
Aonde nasce a fonte do ser
E perceber meu coracao
Bater mais forte só por voce

O mundo lá sempre a rodar
Em cima dele, tudo vale
Quem sabe isso quer dizer amor


(Quem sabe isso quer dizer amor - Lô Borges)


posted by Juli Mariano 23:20

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. . .
11.28.2004
Por favor, tenham paciência comigo:

Porque ando chata, caseira demais, calada demais, cansada demais...mas isto vai mudar!!! Me aguardem!!!!

Mudando de assunto...

Finalmente realizei um desejo antigo: me dei de presente uma máquina digital! Legal né? Pois é, mas chegando em casa descobri que não tinha uma "paradinha" necessária pra conectar o cabo USB. Ah, tudo bem...ainda assim, tirei algumas fotos no "I Encontro Não Oficial dos Blogueiros". Não deu pra tirar muitas fotos, porque não sabia quando poderia descarregar e porque ando chata, calada, cansada, blá, blá, blá, blá...(nem eu tõ me aguentando!)

Dá só uma olhada:

De tarde


(Esse é o Robson, o anjo da guarda do meu PC. Ele resolve todos os meus problemas cibernéticos e prometeu resolver a tal da "paradinha" pro cabo USB)

De noite


(Esse trio era dos mais animados: Marcelinho, Moniquinha e Roberta (figuraça que adorei conhecer)


(Lucas e Luise)


Michelle (assustadíssima com algo que estava sendo dito) e Angela


Roberta (com sua super câmera, tentando intimidar a minha), Vicki Roberts e Michelle e sua soda


A loira da esquerda é nada misteriosa Hilda ao lado do Lucas, depois tem Marcelinho e Arnaldo Alfredo A direita, tem a blusa da Moniquinha, a mão da Eugênia, a alça da blusa da Lu e o perfil da Angela (I´m sorry!)


Flavio ao centro, atento a foto. Bem...a Vicki e a Luise estavam ocupadas demais com o filezinho pra dar atenção pra minha câmera...


Arnaldo Alfredo...esse sim...misteriooooso...

E eu???? bem... foto minha, fica pra próxima...

Boa semana pra todos!!


posted by Juli Mariano 20:50

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. . .
Porque "a saudade dele, está doendo em mim", vou republicar esse post do antigo Melodia Infinita...


Oi, Pai,
Hoje a saudade está maior do que de costume.
Sei que gostarias que me consolasse a certeza de que, em algum lugar, continuas vivendo, mas certa disso ou não, as vezes a saudade chega a doer, como hoje. Dor física mesmo sabe?
Sinto saudades tuas, meu Pai. Sinto saudades principalmente de nossas conversas, que as vezes, atravessavam as madrugadas até percebermos a chegada dos primeiros raios de sol.
As vezes, as conversas que giravam em torno de gostos em comum, mas muitas vezes também, amanhecíamos discordando radicalmente sobre vários assuntos e isso, também me faz falta atualmente: a possibilidade da troca nas diferenças.
Tem sido mais fácil encontrar pessoas que afastam-se diante das divergências, do que pessoas que percebam a possibilidade riquíssima de troca que essas divergências trazem consigo.
Tenho rido pouco: risos discretos e gargalhadas contidas que parecem sem motivo para explodirem. Não raro, tenho a sensação de saber a piada que farias diante de algumas coisas que vejo ou ouço, com esse seu humor entre o cáustico e o ingênuo, mas sempre constante.
Ah, Pai!! nem te conto!! sua amada Elizeth tem sido cortejada por umas pessoas super bacanas. Ela agora é cult! (desculpe, coloquei ¿cult¿ só pra te provocar, detestarias essa expressão)
Sabe, outro dia ensaiamos uma canção que ficou tão bonita... mas tivemos que tirá-la do repertório. Já pensava em ti, antes, ao ouví-la e cantá-la, agora então, parece que eu é que a compus em sua homenagem (Sérgio Bittencourt e Jocob do Bandolin que me perdoem).
E a saudade de ouvir-te batucando na caixinha de fósforo??? Aliás, como conseguias fazer aquilo?
Escrevo aqui a referida canção, para que, quem sabe, se estiveres certo sobre a imortalidade da alma, possamos, agora juntos, cantá-la: eu no gogó (com dirias) e tu na caixinha de fósforos.
Te amo. Sinto tanto a tua falta...


Naquela Mesa
(Sérgio Bittencourt)

Naquela mesa
Ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
que hoje na memória
Eu guardo e sei de cor

Naquela mesa e juntava gente
E contava contente, o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho eu virei seu fã

Eu não sabia que doia tanto
Uma mesa no canto uma sala e um jardim
Se eu soubesse como dói a vida
Essa dor tão doída não doia assim

Agora resta uma mesa na sala
Onde ninguém mais fala do seu bandolin
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele está doendo em mim


(Ps. De uma forma que não sei explicar, estás ainda mais vivo)


posted by Juli Mariano 00:49

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