Melodia Infinita

"A que se desenvolve livremente, sem obediência a nenhuma forma preestabelecida"
(Novo Dicionario Aurélio)


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5.21.2005


Tudo o que NÃO fiz nestes últimos dias...

Na 5a. feira NÃO fiquei até o "Bar Secreto" fechar e NÃO me despedi direito dos meus amigos, porque já estava me sentido mal. E olha que a oportunidade de freqüentar o "BS" é "só para alguns" (piadinha interna).

Na 6a. feira NÃO consegui ir à aula, NÃO consegui que nada parasse em meu estômago e NÃO consegui lembrar como é uma vida sem dor de cabeça. NÃO consegui terminar os trabalhos cujos prazos já estão quase estourados e, a noite, NÃO consegui ir a comemoração dos amigos que faziam 20 anos de casados.
NÃO consegui também resistir aos apelos da mãe e segui para o hospital. Lá chegando, pela inabilidade da enfermeira, tive que ver minhas veias sendo espetadas como uma batata e ainda NÃO pude deixar de ouvir sua perguntinha cretina: "Menina, cadê as suas veias? deixou aonde?", respondi entre tonta, puta da vida e irônica: NÃO trouxe!

No sábado, já em casa, NÃO consegui levantar cedo pra sentir um pouco o sol na pele e me deliciar com a bebida predileta: água de coco, como sonhado. NÃO consegui também ir ao show tão desejado com a amiga, seu namorado e os amigos deles que queria tanto ter conhecido.

O médico plantonista também NÃO soube dizer exatamente o que era, dizendo tratar-se um "vírus brabo que tá rolando por aí".

Ó Deus, por caridade, permita que a partir de amanhã eu volte a ter dias repletos de SIM.


posted by Juli Mariano 23:06

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. . .
5.17.2005
Deu saudade de reler os livros do meu poeta querido, então resolvi postar de novo este poema (originalmente em prosa).



"Meu santo, esteja sempre comigo.
Faça-me cair em tentação
e me convide para um turbilhão de chuva do interior.
Não me valha com recato ou com recado sem remetente.
Roube-me a semente para que eu lhe traga a rosa,
Parta sem rota sempre que necessário pedir perdão.
Empreste-me a aceitação da mortalidade
que eu o convenço da inutilidade de um parasempre sem cor.
Dê-me dores, meu santo, mas sem traição.
Dê-me adeus, mas sem redenção ou remorso.
Que me falte o medo, que me falte a coragem,
Que me falte a metade imprescindível da vida
de quem só sabe viver por inteiro.
Deixe-me até sem verso, meu santo.
Mas nunca me deixe sem poesia".


(Jacinto Fabio Corrêa)


posted by Juli Mariano 00:02

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