Melodia Infinita

"A que se desenvolve livremente, sem obediência a nenhuma forma preestabelecida"
(Novo Dicionario Aurélio)


::Perfil::




7.16.2005
Descobri Stephania Guimarães, poeta, 12 anos de idade. Eu adorei e você?


A tristeza demora, é lenta,
ela pára no caminho, dorme
e acorda tarde.

A felicidade vive com pressa,
é agitada, corre, passa rápido,
sem tempo de mandar lembranças.

Repare no tamanho do momento
que dura um brigadeiro em nossa boca
.

Stephania Guimarães



posted by Juli Mariano 17:12

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7.14.2005
Diante do espelho a surpresa:
um discreto sorriso em meu rosto.
Sempre achei linda, a palavra "ternura".


posted by Juli Mariano 23:20

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A faca dividiu com perfeição
a maça por sobre a mesa.
Comemos em tempos desiguais:
a fome, na verdade, era minha.


(Jacinto Fabio Correa)


posted by Juli Mariano 17:27

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7.13.2005
Reencontro

As sombras
independentes
trocaram carícias.


(Jacinto Fabio Correa)


posted by Juli Mariano 23:49

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A penúltima aula...

Em Outubro de 2002 fui contratada pela Secretaria Municipal de Educação, para dar um curso de 80 horas, sobre "A Constituição dos Sujeitos", o que é isso? não sei exatamente, mas achei que o Sujeito se constitui de tudo o que vê, ouve, vive e aprende, sendo assim, iniciei minhas aulas malucas, sem "quadro-e-giz" (nunca soube usá-los) e convidei as alunas (Coordenadoras Pedagógicas do Municipio) para um passeio pela teoria presente na vida, assim sendo, como a idéia era discutirmos os problemas atuais da educação (dificuldade de aprendizagem, violência, drogas e etc), quando o problema de uma escola era, por exemplo, pichação nas paredes, íamos atrás dos grafiteiros ouvir deles o que fazem, porque fazem, o que querem dizer e diziamos então o que nos incomodava naquilo. Bem...como resultado, algumas escolas, ganharam em substituição às pichações, alguns murais grafitados e as professoras puderam entender melhor as mensagens contidas nestes "rabiscos".
E assim, as aulas aconteceram em escolas, em cinemas, em museus, em lugares que não poderia citar aqui, em centro culturais e tivemos até um baile de máscaras, onde pudemos perceber que as máscaras as vezes protegem, mas as vezes expõem face nossas que nem percebemos que ficaram expostas.
Como disse no início, fui contratada para 80 horas de aulas, e agora contabilizamos 320 horas de um curso que teve vários desdobramentos, mas agora está chegando ao fim.
Ontem, para a penúltima aula, elegi o Centro Cultural Telemar, para trabalharmos o lado bom da tecnologia, que as vezes é maldita pelo seu mau uso, mas quando usada para o bem, só torna a vida mais interessante e discutimos as imagens que revelam a realidade que nos vivemos atualmente nas escolas e na sociedade em geral, que é a banalização da violência, a partir da linda exposição de fotojornalismo que está rolando lá.
Apesar da alegria de mais um encontro, saí de lá com uma pontinha de tristeza, por saber que este ciclo está terminando e que vou sentir muita saudade dessa convivência e aprendizados semanais que me ensinaram tanta coisa, me aproximaram de uma realidade que até então eu só ouvia falar e que me lembrou que, como diz a música dos Titãs "Miséria é miséria em qualquer canto, riquezas são diferentes".

Quem quiser saber mais sobre o Centro Cultural, dá uma olhada
aqui

Algumas recordações de ontem....

As coordenadoras e eu no 1o. piso do Centro Cultural





Todas nós no Café do Centro Cultural


Foto João Paulo Cuenca



Eu e nosso ilustre e querido fotógrafo, JP



posted by Juli Mariano 00:37

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7.11.2005
EU, FLIP, VICKI, FIPO, NIPO...
(no melhor estilo "querido diário")

(Em respeito aos leitores, vou deixar a parte "bagaceira" pro final, tá?)


Eu bem que previ, que seriam dias de sol e de alegria, os dias da FLIP...


(parte da decoração em papel marche, espalhada pela cidade)



A idéia era lembrar que vida pode ser bem colorida....e eu lembrei!


(janela de uma das lojas de artesanato)



Na primeira noite, educadamente, cada uma dos fora-da-casinha em sua cama. Na segunda noite, a foto fala por si...

(Antes de dormir - 1a. noite)

(Antes de dormir - 2a. noite)



Nossos queridos vizinhos de quarto na pousada, MM e Flá, escaparam por pouco, numa das madrugadas em que estavamos "tri", de serem acordados com nossa entrada triunfal pelo quarto, cantando "Nós somos os cantores do rááááádio" (com direito a coreografia e tudo!). Que bom que não executamos nosso plano.


(MM e Flá, após uma das mesas)



Foi maravilhoso, visitar a exposição de trabalhos dos alunos da Educação Infantil (1a. a 4a. série), das Escolas Municipais de Paraty, sobre a Clarice (Lispector). Gente, quanto mais me aproximo dessas crianças, mas eu as admiro. Que trabalhos maravilhosos!!! como criança consegue traduzir tão precisamente o universo da arte!!!





Na minha infância, sonhava com um princípe, mas não um príncipe dos livros e sim um princípe de verdade! colecionava tudo sobre nosso príncipe D. Joao(zinho) de Orleans e Bragança e agora, olha eu ali, do lado dele, conversando sobre fotografia (Fipo e Vicki também estavam lá, mas me deixaram realizar o sonho de infância de ter uma foto com meu príncipe)





Ficamos numa pousada do outro lado da ponte (em relação ao centro histórico). Que saudade de cruzar esta ponte!




De manhã, nada era mais gostoso de que lermos o jornal, o Globo, que era distribuído gratuitamente, ainda por cima pegando um solzinho. Era tão bom, que uma amiga da faculdade que trabalhava na tenda, colocou ingressos a nossa disposição, mas preferíamos ver/ouvir as palestras pelo telão pegando sol...Chique né? Ai meu Deus!!!




Gente, eu amo o Fipo e a Vicki. Não são lindos? Queria tanto que todos os amigos estivessem lá...Cest la vie...




Um dos momentos mais marcantes, na noite de sábado, retiraram todas as cadeiras e a Tenda da Matriz, se transformou numa grande pista de forró, gratuito, onde dançavam juntos e misturados,o povo da terra, os autores e nós. Era muito bonito ver no meio do povão, o escritor Alberto Martins dançando forró romanticamente com sua esposa e a Liz Calder (organizadora da Flip) dançando feliz, feliz. Foi especial! (Detalhe pro virundun: o Fipo mostrou "olha a Liz Calder dançando" e eu e Vicki entendemos "Luiz Caldas")





Pois é, e no meio desse forró, ganhamos um companheiro de dança e de fora-da-casinhez: Salman Rushdie, virou nosso melhor amigo de infância. Foi hilário!



Visão inusitada, caminhando pelas ruas, percebemos essa casa onde flores nasceram no telhado...não é lindo?



Quando a fora-da-casinhez se une à dureza poética, dá nisso: os três, bebendo cachaça Gabriela (previamente adquirida), sentandos no degrau, ouvindo o excelente Jazz que tocava na restaurante ao lado e falando de coisas importantíssimas, como a vida sexual de personalidades artísticas que nem supõem nossa existência...detalhe: neste dia, fomos embora pra casa os très de braços dados pois a tendência a andar em curvas era comum aos três...




O que acontece quando três doidos resolvem viver (a base de muita Gabriela), um momento "Natura" e resolvem testar os "lencinhos pra remover oleosidade da pele". É claro que foi difícil concluir a tarefa, pelo excesso de gargalhadas né?





Todos os dias combinávamos de assistir "A hora da estrela" no Cinema voltado para o evento (outro esquema 0800), mas era impossível estar em todos os lugares ao mesmo tempo...ficou pra próxima.





A Vicki achou o carro de seus sonhos. Gente, não é a cara dela???





Nossa pousada ficava pertinho da Praia do Pontal. Pra quem saiu daqui com o maior temporal, dar um pulinho na praia foi presente dos céus não foi?





A viagem não teria sido tão bacana e divertida, se não tivéssemos andado todo o tempo assim: no mesmo compasso!





No final além da saudade de antemão, os planos pra próxima FLIP.




Sobre os escritores, o que posso dizer como leiga no como-fazer-literário:

- Isabel Lustosa mostrou que além de inteligente é muito divertida e simples.
- O Jô (tão fofo) pôde falar livremente, sem ser interrompido por nenhum intrevistado (rs). Adoro o humor e a inteligencia dele.
- Bill (MV) foi ótimo como sempre. Quanto mais eu me aproximo da realidade dos que vivem "a margem", mais e melhor entendo o que ele fala, como fala e porque fala. Adoro esse cara!
- O Jabor falou como...Jabor.
- Luiz Eduardo Soares é tão fluido no seu texto...ele é uma daquelas pessoas "necessárias", que aos poucos vão dizendo o que tem que ser dito e nem dói muito.
- Garcia-Roza, não vou comentar, porque estou de mal com ele. Enquanto ele não escrever o volume 4 da Metapsicologia, vou desprezar a seus romances policiais....rs
- Ariano Suassuna é o arquétipo do mestre né? amanheceria ouvindo-o falar.

*************************************************************
Agora a bagaceira. Lembranças inesquecíveis de três fora-da-casinha:

- A palavra de ordem é "Exercitar" e o Fipo dispara na frente.
- A cachaça Grabriela foi eleita (por nós) a bebida oficial da FLIP 2005.
- Inesquecíveis as performances do Fipo, imitando na rua a Daiane do Santos, ao som de Brasileirinho (no banheiro também, quase se acidentando) e imitando a maratonista sueca Gabriele Andersen-Scheiss, cruzando a linha de chegada (vcs lembram da imagem dramática??)
- Numa das noites, antes de dormir, quase amanhecemos numa interminável sessão de "quem você acha feio e quem você acha bonito?". Ninguém foi poupado. Mas foi com todo respeito.
- Não me lembro de ter comido tanto em toda a minha vida. Gente o Fipo tem um apetite constante. Impressionante!
- Na ida, a Vicki, falou: "Gatinha, vou dormir um pouquinho". Acordou em Paraty.
- Descobrimos um novo estado etílico: Nipônico.
- Estivemos por lá, como nosso querido HR, que almoçou conosco várias vezes. Encontramos também a Didi (amiga da Pati), e a Jubilau.
- Dica em Paraty: o Restaurante indiano. É tudo!


Até a FLIP do ano que vem!!!!




posted by Juli Mariano 13:46

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